Sempre ouvimos muitas pessoas dizerem que Deus tem pressa. Mas nosso Deus tem pressa no quê? O que ouvimos é que Ele tem pressa no processo da volta de Jesus e no processo de mudanças e conversão dos homens para Si.
Será que de fato o Deus da eternidade e do infinito tem tanta pressa assim?
Se Deus é o alfa e o ômega (Apocalipse 1:8), o começo e o fim, o nada e o tudo, e que seu filho amado é o Pai da eternidade (Isaías 9:6), onde está então a pressa?
Precisamos buscar em conhecer o que é a eternidade e o infinito, e ao conhecermos isso, devemos perguntar a nós mesmos “A pressa se encaixa dentro da eternidade e do infinito?”
Depois desse estudo poderemos concluir que a pressa não se encaixa na eternidade e no infinito, e não combina com algo que não tem fim e com algo ao qual tem total controle (Isaías 40:12-31 – Ele é Soberano) sobre todas as coisas no mundo, no universo e em tudo aquilo ao que homem não pode ver e nem mesmo saber que há uma existência (1 Corintios 2:9)
Podemos saber que na verdade ao ouvirmos sobre a possível pressa de Deus há uma má interpretação e até mesmo desconhecimento do que o coração de Deus sente e pensa em relação a Sua vontade para com os homens, para com a humanidade.
Se analisarmos o tempo em que vivemos, as mudanças ao qual o homem está passando e todas as coisas no mundo poderemos concluir que quem tem pressa é unicamente o próprio homem.
Pois todo o processo em que o mundo está vivendo nos dias de hoje como a globalização, a forte tendência do fast-food (comer rápido, fazer tudo rápido) em muitas áreas de nossas vidas nos leva a ter um desejo desenfreado de ter e consumir tudo mais rápido possível para assim aproveitar melhor o tempo. Tempo este que em muitos casos chegamos a analisar e a ter uma conclusão ao longo dos anos, é que na verdade mais perdemos tempo do que ganhamos ele com resultados e qualidade.
Com essas mudanças e processos acontecendo no mundo todo e na humanidade, ele também atingiu ao povo de Deus, fazendo com que aqueles que buscam e servem a Deus a terem o mesmo sentimento. O sentimento de pressa.
Esse sentimento “pressa” traz um questionamento e uma pergunta: “Estou fazendo as coisas para Deus porque verdadeiramente amo a Ele e ao meu próximo, e que de fato e de verdade me preocupo e tenho compaixão dele? Ou estou fazendo porque tenho medo do tempo acabar em minha vida e não cumprir com o que Deus pediu para eu fazer?”
O sentimento pressa que existe nos dias de hoje que acaba nos afetando, tornou-se algo muito prejudicial as nossas vidas cristãs. Ela nos tira em primeiro lugar a comunhão que devemos ter com Deus e se não temos uma comunhão de qualidade com Deus conseqüentemente não O ouvimos. A pressa nos tira a paz e se não temos paz o Espírito Santo não consegue agir em nós e assim o poder sobrenatural de Deus não acontece.
A pressa nos tira também a qualidade no trabalho que Deus deu para nós fazermos, pois ela gera um sentimento de termos quantidade e não qualidade. Qualidade esta que gera mudanças e transformações efetivas e concretas na vida das pessoas.
Nos dias de hoje vemos muitas igrejas cheias, mas será que está havendo mudanças e transformações verdadeiras nessas vidas? Ou estamos tendo igrejas cheias como em shows seculares do mundo onde todos pulam, dançam, gritam, cantam e até choram, mas no fundo essas pessoas estão vazias e irão voltar para suas casas da mesma forma que vieram?
A única conclusão e discernimento ao qual cheguei é que não precisamos ter pressa em nada em nossa vida cristã. Pois Deus diz em sua palavra que a ansiedade leva o homem a loucura (Provérbios 14:29).
Se nós temos um Deus que tem o controle de tudo e que tudo Lhe pertence, para que a pressa?
Para que a pressa, se o lugar ao qual Deus deseja que estejamos e que reservou aos seus filhos, é um só? Que é estar de volta aos seus braços e que é de onde viemos e estávamos.
Mas para isso precisamos de uma única coisa, que é amar. E quando falamos em amar a quem devemos nos remeter e lembrar? Apenas Jesus.
Se Jesus é o caminho, a verdade e a vida, então podemos concluir que para chegarmos aos braços do Pai, precisamos viver como Jesus viveu. E sua vida foi uma vida de busca constante e diária em Deus. Uma vida de busca de forma simples, humilde, sem questionamentos e por quês de como viver (era assim porque Jesus tinha a resposta de tudo que precisava por ter uma comunhão plena com o Pai), de consagração e de santidade.
Amar incondicionalmente traz uma vida de paz, de sabedoria, de alegria, de vitórias, de abundância e principalmente de cura e libertação das coisas deste mundo.
É isso que precisamos buscar em nossas vidas, ter uma vida de verdadeiro amor sem reservas e questionamentos, e não buscar a pressa para garantirmos a nossa salvação e cura.
Apenas ame e encontrará o caminho.
Gui Silveira
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